Esporotricose: prevenção e tratamentos

Por 26.7.17







A bibliotecária da ESPPE, Anefátima Figueiredo, que cursa medicina veterinária na Universidade Rural de Pernambuco (UFRPE), aproveitou a reunião do colegiado do mês de julho para apresentar informações sobre a esporotricose, micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix sp., que pode acometer humanos e animais, sobretudo gatos.
 
A iniciativa foi motivada devido ao aumento de casos registrados na clínica veterinária da UFRPE. Durante a apresentação, Annefátima explicou como se manifesta a doença, as formas de contágio, os sintomas, o tratamento e as medidas preventivas.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) lançou durante a abertura do 4º Congresso Pernambucano de Municípios, no Centro de Convenções, material informativo sobre a esporotricose para incentivar o trabalho de prevenção da esporotricose junto aos municípios pernambucanos.

A intenção é distribuir o material para as secretarias municipais, já que o atendimento a estes pacientes é realizado nos postos de saúde; e também aos serviços de controle de zoonoses, responsável pelo tratamento no animal.

A esporotricose tem tratamento, principalmente quando é diagnosticada corretamente e em estágio inicial. É de médio a longo prazo, entre seis meses a um ano, podendo ser mais longo nos felinos, feito por antifúngicos.


Doença - O fungo causador da esporotricose geralmente habita o solo, palhas, vegetais e também madeiras, podendo ser transmitido por meio de materiais contaminados, como farpas ou espinhos. Animais contaminados, em especial gatos, também transmitem a doença, por meio de arranhões, mordidas e contato direto da pele lesionada. No homem a doença se manifesta na forma de lesões na pele, que começam com um pequeno caroço vermelho, que pode virar uma ferida. Geralmente estão presentes nos braços, pernas ou no rosto formando uma fileira de nódulos e feridas, afetando pele e vasos linfáticos próximos à lesão, mas pode também atacar ossos, pulmões e articulações. Já nos animais, as manifestações clínicas são variadas. Os sinais mais frequentes são lesões ulceradas na pele, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente.

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