AfroAfeto - é o tema do segundo Encontro de Aprendizagem da ESPPE.

Por 4/04/2019




No último dia 13 de fevereiro a ESPPE realizou o segundo “Encontro de Aprendizagem”, momento desenvolvido pela Coordenação de Educação Permanente e Coordenação de Ações Educacionais em conjunto com as Residentes em Saúde Coletiva da SESAU Recife e da UPE como parte dos objetivos de Estágio em Serviço a fim de discutir temáticas transversais no processo de Educação Permanente em Saúde. A escolha do Racismo como temática se deu pelas inúmeras formas como ele se apresenta em nossa sociedade e o impacto que produz no âmbito do cuidado integral à saúde. 


O encontro teve participação de três convidadas: Kéthully Silva e Mayra Silva, Residentes do Programa de Saúde Coletiva da SESAU Recife; e Talita Rodrigues, Residente do Programa de Saúde da Família da UPE. Também estavam presentes no encontro alguns componentes da equipe de Residência de Saúde Coletiva da Esppe e duas residentes que estão realizando estágio neste setor.





O debate foi iniciado por meio da discussão sobre alguns acontecimentos que estimulam o Racismo e foi mesclado com a história do Racismo no Brasil e no mundo, principalmente após o conceito de Eugenia teorizado por Francis Galton (1822-1911). A teoria significa "o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente" defendendo assim a “soberania do povo branco sobre o negro”.

O encontro perpassou pela questão histórica que até hoje reverbera na forma pela qual a população negra é vista no país e nos levou a outras discussões através de algumas perguntas norteadoras como “o que é que se ganha com o negro como piada?” e “quais sentimentos estão por trás de festas que estimulam o Racismo?”.

A conversa que se seguiu foi marcada por uma belíssima troca de experiência das convidadas e participantes. Também foram relatados eventos de Racismo sofridos por alguns participantes do encontro e como isso afetou na sua formação enquanto ser humano. Diante das falas foi-se levantado que a cultura anti-racista deve ser uma bandeira erguida não só pela população de negros e pardos, e sim por toda a sociedade. 

O encontro foi finalizado com a proposta de que os participantes adotem a postura anti-racista e que ampliem a discussão nos seus grupos sociais, independentes de cor e de classe social. Dessa forma estaremos fortalecendo essa luta e contribuindo para a construção de uma sociedade mais igualitária, livre do Racismo.

Para saber mais sobre o tema segue alguns textos referenciados pelas convidadas:
  • O negro no Brasil hoje - Júlio José Chiavenato;
  • O negro no Brasil de hoje - Nilma Lino Gomes e Kabengele Munanga;
  • Sentindo na Pele: Percepções de Discriminação Cotidiana de Pretos e Pardos no Brasil - Verônica Toste Daflon; Flávio Carvalhaes e João Feres Junior.

Além dos textos citados acima, também podemos acompanhar e fazer parte dessa luta por meio das redes sociais: 
  • Geledés - Instituto da Mulher Negra
  • Blogueiras Negras
  • Black Fem
  • Site Alma Preta
  • Canal Preto
  • Site/blog: Portal Negro
  • Mundo negro
  • Facebook/Instagram: Encrespa geral
  • NEAB - Núcleo de estudos afro brasileiro
  • Gepar (grupo de estudo sobre racismo e antiracismo)
  • Afroempreendedores
  • YouTube: Djamila Ribeiro
  • YouTube: Jacy Jul
  • Notícia preta

Na oportunidade compartilhamos com vocês um vídeo construído pelas convidadas falando um pouco sobre o Racismo e como seguirmos firmes na luta anti-racista.




Depoimentos:

“Foi de extrema importância participar deste momento, para entender melhor questões relacionadas sobre a cultura brasileira, sobre literatura afro-brasileira e políticas alternativas, contribuindo para o conhecimento da história e conscientização sobre a diversidade de cultura.” (Natália Freire - Equipe da Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva com ênfase em Gestão de Redes de Saúde )

“O Encontro de Aprendizagem proporcionou aos participantes momentos de trocas de saberes e desconstrução/construção de pensamentos a respeito das discussões acerca da população negra. Fazendo-nos compreender que esta é uma pauta que precisa ser colocada em questão diariamente, afim de que crimes como o racismo sejam punidos e atitudes racistas não mais persistam em nossa sociedade. Atividades como esta devem ser realizadas, principalmente nos espaços que promovem o debate, a reflexão e o empoderamento para adoção de medidas estratégicas e eficazes abordando outras temáticas que são transversais às da população negra.” (Isabela Nájela – Residente em Saúde coletiva da Fiocruz)

“Acho que esta temática tem que ser bastante discutida na sociedade para poder fortalecer a luta da população negra contra o racismo e na busca de equidade. Se cada um fizer sua parte, seja na militância, ou seja, adotando uma postura anti-racista, a nossa sociedade será bem melhor.” (Jaqueline Francisca - Residente em saúde coletiva da Sesau)

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